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ANÁLISE – HyperX Cloud Stinger, o melhor headset abaixo de R$300,00?

Igor AndréIgor André

Introdução

A kingston é uma fabricante americana que ficou mundialmente conhecida por suas memórias e pendrives. Em 2002 foi lançada a linha HyperX, que por sua vez era voltada para um público gamer/entusiasta, onde a marca trazia módulos de memorias com um design mais arrojado e com maiores frequências. Porém, só em meados de 2014 é que a Kingston começa a lançar periféricos da linha HyperX, sendo que seu primeiro produto foi o HyperX Cloud (em breve teremos uma análise), que é um fone remarcado da Qpad, o Qpad QH-90, que por sua vez é uma remarcação do headphone Takstar Pro 80 e apenas sofreu uma adaptação para “virar” um headset.

Na análise de hoje estaremos analisando o fone HyperX Cloud Stinger, que é o substituto do Cloud Drone, que não fez muita fama devido a ser um produto de extrema baixa qualidade e que, por isso, só era vendido em mercados emergentes, como Brasil e Índia. Contudo, o HyperX Cloud Stinger, ao contrario do seu “irmão” mais velho, já deu e anda dando o que falar nos grupos, devido a sua relação custo-beneficio. O mesmo é encontrado no mercado na faixa de R$230 a R$300, um valor relativamente baixo para um fone de suas características. Mas vamos ver na análise se o fone realmente merece toda essa atenção ou se é apenas mais um no mercado.

Construção e conforto

O Stinger tem um design simples com algumas linhas um pouco mais “arrojadas”, dando a ele um ar um pouco mais agressivo, fazendo com que o mesmo não fique com uma aparência sem graça. Na minha opinião, é um fone muito bonito. Na sua headband, que é feita de plástico texturizado, encontramos o logo da HyperX grafado em baixo relevo e em uma textura lisa, algo que dá a cara da marca ao fone sem exageros.

A qualidade do material utilizada no fone não aparenta ser de alta qualidade, mas também não deve comprometer (lembrando que estamos falando de um fone praticamente de entrada). Na sua parte lateral encontramos um “HX” em alusão ao nome HyperX. Além disso, na lateral esquerda encontramos o microfone do HyperX Cloud Stinger, que é móvel, porem não removível. Quando ele está rotacionado para cima, fica desativado. O fone não apresenta nenhuma grade ou coisa do tipo, pois se trata de um fone do tipo fechado. Trata-se também de um fone extremamente leve.

O fone apresenta um ótimo conforto. Suas ear pads (almofadas) são feitas de um material sintético e são extremamente macias, além de terem um bom tamanho, o que faz com que seja possível adaptá-las a praticamente qualquer tipo de orelha. E, como trata-se de um fone fechado, temos um isolamento relativamente bom.

Na parte interna de sua headband encontramos um material acolchoado, que é o mesmo utilizado em suas ear pads. Com isso, pode-se utilizar o fone por algumas horas sem se incomodar com o problemas em relação ao conforto. O mesmo conta também com um ajuste de altura manual, com graus bem definidos, o que facilita a adaptação para praticamente qualquer pessoa.

O HyperX Cloud Stinger tem, além do microfone móvel, ear cups que giram em 90°, o que acaba facilitando um pouco o transporte e, ao estar com ele no pescoço, girá-las para o peito faz com que a movimentação da cabeça não seja atrapalhada.

Seu cabo é simples, não apresenta nenhum tipo de malha na parte externa. Ele é bastante maleável e aparenta ser de ótima qualidade. O mesmo tem 1,3 metros de comprimento, sendo relativamente curto, porém há um belo motivo para isso: ele vem com um conector P3, sendo possível utilizá-lo (com o microfone) conectado em um controle de console ou em um celular sem a necessidade de um adaptador.

E para quem for utilizar no computador o mesmo acompanha um cabo adaptador de P3 para 2 conectores P2, sendo que o mesmo tem 1,7 metros de comprimento. Com isso, ficamos com um total de 3 metros de fio. Seus conectores não são banhados em ouro, porém ao contrario dos mouses, aqui realmente teríamos um ganho. Entretanto, por se tratar de um fone de entrada, não vejo grandes problemas com isso.

Qualidade sonora

Não por um acaso os fones da HyperX andam fazendo tanta fama. A qualidade é realmente surpreendente, não que sejam os melhores fones ou que não seja possível encontrar outros fones de qualidade semelhante ou até superior pelo mesmo preço. Porém, no mercado de headsets, as opções são bem limitadas. E é nessa parte que o HyperX Cloud Stinger se sobressai, apesar de ter qualidade semelhante, eu diria, a um Superlux HD681, que é um fone que custa na faixa de R$150,00 no Brasil e R$90,00 fora dele. Por outro lado, o HyperX conta com um conforto bem melhor e já vem com microfone, que é o que a maioria do público já procura. Sua assinatura sonora é relativamente equilibrada, tendo uma leve tendência para graves mais fortes, só que sem exageros comprometedores como costumamos ver em fones da categoria.

Devido a seus graves levemente sobressalentes, temos um fone bem “divertido”, com uma sonoridade que deve agradar a maior parte do público-alvo. Ainda mais por se tratar de um fone fechado e com um isolamento bacana. Querendo ou não, isso ainda é o que grande parte do mercado busca! Além do mais, o fone apresenta um palco sonoro bem interessante, principalmente considerando que estamos falando de um fone fechado e de entrada. Ao meu ver, ele se mostrou bastante surpreendente nesse quesito, sendo um dos fones fechados com o palco sonoro mais amplo que já utilizei.

Jogos, filmes e música

Conclusão

O HyperX Stinger se mostrou um fone surpreendentemente bom em nossos testes, tendo um som de bom gosto aliado a um ótimo palco sonoro. Seu preço é um dos pontos mais interessantes do fone, já que estamos falando de um fone que custa na faixa de R$250,00~R$300,00 e podendo ser encontrado até na faixa dos R$200,00 em algumas raras promoções. Com isso, sem dúvida nenhuma se tornando uma das melhores opções custo-benefício do mercado.

E aí, gostou da análise? Tem algo a acrescentar? Deixa aí nos comentários! 😀

  • Joao Paulo Vieira

    a qualidade sonora dele é melhor ou pior q a de um SHP80?